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No dia 10 de abril, Domingo de Ramos, realizou-se a bênção dos Ramos junto à Capela da Nossa Senhora do Desterro.

Centenas de pessoas retomaram a tradição. Recorde-se que durante dois anos esta procissão não foi possível realizar-se devido à Covid.





Os fiéis concentraram-se no Largo Dr. Couto, onde o Pe. Paulo deu início à celebração. Lembrou o dia que se estava a viver, o Domingo de Ramos, que marca o início da Semana Santa, no qual se celebra a Entrada Triunfal de Jesus em Jerusalém.

Em momento oportuno a multidão ergueu os ramos, os quais foram aspergidos com água benta pelo Pároco que lembrou: “…estes ramos em breve ficarão secos. Mas Jesus quer que façamos caminho com Ele. Somos chamados a louvar e a bem dizer o nosso próprio Deus. No ano passado e há dois anos não podemos realizar esta Missa de Ramos, esta peregrinação, esta entrada messiânica. Hoje conseguimos fazer memória e iniciamos todos juntos esta Semana Maior, a Semana Santa. Cada um de nós, é convidado a participar, a testemunhar, a acompanhar, a amar o nosso Deus. Nesta manhã temos estes dois momentos celebrativos, a aclamação do Rei do Amor, seguida da celebração do amor.”






Seguiu-se a procissão para a Igreja Paroquial com cânticos e orações.


Na homilia o Pe. Paulo lembrou que Deus mandou o seu próprio filho para nos acompanhar, mas também para nos pedir a nossa companhia para fazermos este caminho de Calvário, de Amor, Paixão, Morte, mas também de Ressurreição.

A Eucaristia teve a participação dos jovens em vários momentos nomeadamente na proclamação do Evangelho, no canto e no acolitado.


Os cânticos estiveram a cargo do Grupo Coral da Paróquia.

O Pe. Paulo agradeceu a presença de todos nomeadamente dos movimentos e incentivou a participação dos fiéis no Tríduo Pascal.

 

Em Caminho com o Ressuscitado!


Ao longo das nossas vidas fomos habituados a ouvir as primeiras palavras da Sagrada Escritura: "No princípio Deus criou os céus e a terra" e “Deus disse: Façamos o homem à nossa imagem e semelhança".

Mas as frases feitas ou doutrinas rotineiras têm o poder de nos deixar indiferentes ou mesmo desligados. Só experienciando as realidades que professamos nos convencemos e damos verdadeira consistência às nossas palavras.

A pandemia da Covid-19 colocou, de forma brutal, esta realidade diante de nós: não somos donos da nossa própria existência nem dos outros. Tudo nos é dado, e com a mesma facilidade que recebemos também nos é tirado. Dependemos sempre de um outro. Jesus Cristo fez destas realidades o seu ponto forte, quando nos diz: “Eu não vim de mim mesmo, mas do Pai que me enviou para fazer a Sua vontade”.

Na Santa Noite da Páscoa somos convidados a identificarmo-nos com o nosso grande pai Abraão que foi submetido a uma desmesurada prova de fé. É preciso entender que a nossa própria existência é uma prova a superar diariamente, para podermos aderir de forma livre e com a pobreza e humildade necessárias, a um projeto, que não foi feito por nós, mas que somos chamados a reconhecer e aceitar. O sim de Abraão e o sim de Maria (FIAT), têm o seu cumprimento no sim de Jesus na véspera da Sua Paixão quando ora ao Pai: “Pai se possível afasta de mim este cálice, no entanto faça-se a Tua vontade e não a minha”. A adesão a este projeto do Pai, converte a prova difícil a que se submeteu numa fonte de bênçãos para todos.

Precisamos de nos libertar das muitas formas de submissão e escravidão a que nos submetemos ou que os outros procuram infligir em nós. Que ressoe em nós o convite de Deus a Moisés para que não interrompa o caminho para a libertação do povo de Israel, em que Deus os salvou das mãos dos egípcios.

Devemos aproveitar cada oportunidade, mesmo que inesperada, para nos libertarmos dos velhos hábitos e rotinas. Mas não nos devemos deter apenas em varrer com padrões e estereótipos estabelecidos, mas rasgar novos e reais horizontes que nos abrem a um conhecimento mais profundo de nós mesmos e das nossas ações concretas no dia-a-dia.

O testemunho de São Paulo deve pautar o nosso próprio testemunho! Quando ele afirma: “Se nós morremos com Cristo, acreditamos que também viveremos com Ele. Sabemos que Cristo, por ter passado da morte à vida, já não morrerá. A morte nunca mais terá poder sobre Ele. Pela Sua morte, Cristo morreu para o pecado duma vez para sempre e a vida nova que recebeu é vida para Deus. Do mesmo modo, considerem-se também como mortos para o pecado, mas vivos para Deus em união com Cristo Jesus.”

Celebramos a Páscoa de Jesus mas também a nossa própria Páscoa. Estejamos prontos para assumir aos ombros a missão e a responsabilidade de reconstruir a vida comum e das nossas comunidades, da nossa região, do nosso país e do mundo inteiro, colaborando com toda a humanidade que vimos, e vemos, empenhados no cuidado e amor pela vida e pelo bem de todos.

A todos vós desejo uma Santa Páscoa.

Pe. Paulo Domingues

 
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Paróquia de Mangualde - 2026

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