História do Patronato

O Patronato nasce na década de trinta do século passado.
A Europa vivia um período conturbado –

Crise de 1929, Guerra civil espanhola
(1936-39) e início da 2ª Guerra Mundial.
Eram tempos muito difíceis.

As necessidades da paróquia, para o apoio social,
eram grandes. Surge então, da parte do saudoso Monsenhor Manuel da Cruz Ferreira
Monteiro, a ideia de fundar uma casa que acolhesse, durante o dia, os filhos das
empregadas, enquanto trabalhavam.
A pastelaria aparece para apoiar financeiramente, não só o Patronato, mas
também as obras sociais da Paróquia.
É assim que a D. Maria Amélia Ortiz Ribeiro intervém, dirigindo a cozinha e a
confeção de bolos.
Foi ela que trouxe as receitas da doçaria conventual, de que se destaca, desde a
primeira hora, o bolo regional, o bolo de azeite, os caramujos ou jesuítas, os papos de
anjo e as saborosas lampreias de ovos.
É também das suas mãos que aparece o famoso pastel de feijão. Tem o formato
do clássico pastel de nata, mas é um pouco mais pequeno. A sua massa é mais
espessa, sendo o recheio diferente.
Mais tarde aparecem as “Meninas do Patronato” que continuaram a Obra.
Hoje a Pastelaria do Patronato tem fama a nível regional e nacional,
mantendo-se nos moldes tradicionais, mas com outra orgânica.
A tradição mantém-se na produção de doces e bolos, mas também se
confecionam outras iguarias. Bastante procurados são também os bolos de
aniversário, o bolo-rei, as cavacas, as filhoses, as bolas de carne e as tão apreciadas
empadas.
No entanto o doce mais famoso do “Patronato” é, indubitavelmente, o pastel
de feijão.

Mangualde, 2 de maio de 2014

Pastel de Feijão.jpg