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Vamos promover a paz



A paz é o desejo e a esperança manifestada no início de um novo ano. Este deve ser o sentimento sincero que envolve os nossos corações a cada despertar de uma nova jornada que queremos que seja boa.

Mas é preciso reservar um tempo para refletir...  De quê ou de quem depende a paz? Do Papa? Da Igreja? Dos dirigentes das nações? Dos grandes nomes que acabam por ganhar o Nobel da Paz? Ou será que podemos dar individualmente a nossa colaboração?

Sim, depende de nós. Depende de ti e depende de mim. Depende da nossa disposição espiritual para desenvolver a paz interior que se refletirá no nosso pequeno espaço exterior. É como uma corrente do bem, com cada um fazendo um esforço. Assim transformaremos o nosso lar, o nosso ambiente de trabalho e o nosso convívio social em espaços de paz.

 

Quando falamos de paz, normalmente pensamos nos outros: que são irascíveis, intolerantes, rancorosos, vingativos. Afinal, o inferno são os outros.

É verdade que certas atitudes dos outros nos afetam negativamente; mas é a nossa reação precipitada que, por vezes, incendeia a situação tornando-a num insuportável conflito. Na rotina da vida, não nos damos conta de que uma palavra, uma atitude, um comportamento, menos refletidos, podem gerar a deterioração de uma relação, ao ponto de chegar à rutura sem retorno.

Então, se já sabemos que depende de nós, vamos assumir a nossa responsabilidade. Afinal, o que os outros podem fazer é ferir-nos. Mas não têm o poder de nos fazer explodir. A decisão é nossa: respondemos na mesma moeda ou encontramos coragem para compreender, para encontrar solução num diálogo franco?

Vamos parar de delegar aquela parte que cabe a cada um de nós na promoção da paz.

O mundo precisa de paz, deseja a paz. Entretanto, é a guerra que domina algumas nações, outras tantas instituições, e muitos, muitos corações.

Alguns terão um pouco mais de dificuldade, em função do temperamento. Entretanto, temperamentos também podem ser transformados a partir de uma firme decisão de viver em harmonia. É uma decisão e um exercício diários. Esforço, espírito construtivo, amor verdadeiro levarão a um mundo melhor.

Para que esse sonho se torne possível, precisamos de ser mais tolerantes. Aceitar e acolher aqueles que são diferentes de nós. Parar de julgar os outros pelas aparências. Excluir os preconceitos da nossa vida.

No Ano Novo, a humanidade une-se em torno desse ideal de paz. E o Papa Francisco, na sua mensagem para o Dia Mundial da Paz 2024, fala-nos duma realidade do nosso tempo: a inteligência artificial ao serviço da paz.

Constatando que “os notáveis progressos realizados no campo da inteligência artificial estão a ter um impacto cada vez maior na atividade humana, na vida pessoal e social, na política e na economia”, recorda “a necessidade de estar atento e de trabalhar para que uma lógica de violência e de discriminação não se enraíze na produção e no uso de tais dispositivos, em detrimento dos mais frágeis e excluídos: a injustiça e as desigualdades alimentam os conflitos e os antagonismos”.

Hoje em dia, esses dispositivos estão nas nossas mãos e até nas mãos das crianças. Que uso fazemos deles?

Seja este o nosso compromisso para o Ano Novo: o meu telemóvel, o meu tablet, a minha consola, o meu computador, a minha televisão... o meu coração ao serviço da Paz.

Feliz Ano Novo!

Pe. João Martins Marques

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