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Entrámos numa fase de progressivo desconfinamento. Que medidas estão a ser tomadas relativamente à catequese?

As crianças/ jovens vão regressar à catequese presencial?


Todos nós desejamos ardentemente voltar às nossas rotinas diárias, o mais rápido possível, e a catequese presencial não é excepção. Seria prematuro da minha parte afirmar que as crianças e adolescentes irão regressar, totalmente ou da forma como estamos habituados, à catequese presencial. Teremos de encontrar um equilíbrio entre as sessões de catequese presenciais e os meios digitais, respondendo assim às necessidades urgentes e desafiantes em que vivemos hodiernamente.


Nesta fase de pandemia a igreja recorreu aos meios digitais e até às redes sociais para fazer chegar a sua mensagem. Será esta também uma maneira de fazer catequese?

O desconfinamento está a ser feito de forma gradual e “pouco a pouco”. Desta forma, as medidas que adotamos em relação à catequese também foram realizadas de forma gradual e analisando criteriosamente todas as soluções, para não colocarmos em risco os Catequisandos, os seus pais e catequistas.


A pandemia levou a igreja a repensar a catequese dos dias de hoje?

A pandemia levou a Igreja a repensar a catequese. Contudo, não só a catequese, mas toda a nossa vida cristã nas várias dimensões: espirituais, intelectuais e relacionais. Tivemos propostas de catequese em família, fomentando assim que cada agregado familiar seja uma igreja doméstica, como nos pede o nosso amado Papa Francisco.


Como poderá a igreja “chamar e envolver os jovens” nos caminhos da fé?

Os jovens têm dentro de si um potencial enorme e um desejo de partilhar connosco a sua vitalidade, originalidade e também a sua inovação na forma como “olham” a Fé e a sociedade. O Papa Francisco convocou um Sínodo dos jovens e dele resultou a Exortação Apostólica “Cristo Vive”. Deste modo, observamos que Jesus Cristo, também ele jovem, quer estar próximo dos jovens e acompanhá-los tanto nas suas dúvidas e angústias atuais, como nas suas alegrias e conquistas. A Fé é um Dom de Deus, que é intrínseco ao ser humano, mas muitas vezes “a brisa do Mundo” teima em querer apagar a chama da Luz de Cristo, acesa no dia do nosso Batismo. Assim, a Igreja necessita de se aproximar dos jovens, não numa linha de imposição, mas sim com uma escuta atenta e fraterna, para que, todos juntos, em Igreja – Comunhão de Batizados – possamos fazer um caminho, Belo e Verdadeiro, que está sempre aberto à novidade impelida pelo Espírito Santo.


Este ano, as habituais festividades associadas à catequese já se vão realizar?

Este ano iremos realizar as festas associadas à catequese de uma forma particular. Para já teremos a Festa da Primeira Comunhão, da Profissão de Fé e da Confirmação – Crisma, em relação aos Catequisandos que iriam realizar estas festas no ano de 2020. Estas celebrações não serão comunitárias, pois serão celebradas apenas com os seus destinatários e vocacionadas somente para estes momentos. As restantes festas serão realizadas ao longo do próximo ano pastoral.





Que mensagem deixa às crianças/jovens e aos pais?

Por fim, e não menos importante, deixo a certeza da minha oração e carinho aos catequistas, pais e Catequisandos – crianças, adolescentes e jovens. Em breve espero encontrar-me e reencontrar-me convosco. Agradeço o vosso esforço, dedicação e compreensão nestes tempos difíceis, desafiantes, mas também gratificantes por termos a possibilidade de nos reencontrar e partilharmos a Esperança que nos habita e que nos faz avançar, dia após dia. O Papa Francisco pede-nos para “construirmos pontes e não muros”. E, de facto, somente com pontes é que podemos chegar a margens diferentes e assim descobrirmos novos horizontes. Rezo por vós, para que Jesus Cristo, eternamente Jovem entre os jovens, possa ser o vosso Amigo, sempre fiel à vontade do Pai por virtude do Espírito Santo.


Um abraço amigo, a todos e cada um de vós, caríssimos Catequisandos!



 


Francisco fala em modelo de paternidade, capaz de « dar e gerar vida no dia a dia»


O Papa dedicou a sua mensagem para o Dia Mundial de Oração pelas Vocações à figura de São José, que apresenta como modelo de paternidade e fidelidade a Deus.

“Deus vê o coração e, em São José, reconheceu um coração de pai, capaz de dar e gerar vida no dia a dia. É isto mesmo que as vocações tendem a fazer: gerar e regenerar vidas todos os dias”, assinala Francisco.

O 58.º Dia Mundial de Oração pelas Vocações celebrou-se a 25 de abril, quarto domingo de Páscoa, com o tema ‘São José: o sonho da vocação’, no ano especial que o Papa lhe decidiu dedicar, por ocasião do 150.º aniversário da sua declaração como padroeiro da Igreja universal.

Francisco fala na necessidade de “moldar corações de pais, corações de mães”.

Disto mesmo têm necessidade o sacerdócio e a vida consagrada, particularmente nos dias de hoje, nestes tempos marcados por fragilidades e tribulações devidas também à pandemia que tem suscitado incertezas e medos sobre o futuro e o próprio sentido da vida”.

O Papa, que tem manifestado em diversas ocasiões a sua devoção a São José, sublinha que ele “não era famoso, nem se fazia notar”, mas, através da sua vida normal, “realizou algo de extraordinário aos olhos de Deus”.

A mensagem destaca que, nesta fidelidade a Deus, São José “confiou plenamente” e deixou de lado os seus próprios planos.

“É o amor que dá sentido à vida, porque revela o seu mistério. Pois só se tem a vida que se dá, só se possui de verdade a vida que se doa plenamente”, escreve.

O Papa apresenta São José como “ícone exemplar” do acolhimento dos projetos de Deus, que se manifesta “com mansidão” em vez de se revelar de “forma espetacular”.

“Não há fé sem risco. Só abandonando-se confiadamente à graça, deixando de lado os próprios programas e comodidades, é que se diz verdadeiramente ‘sim’ a Deus”, aponta.

Francisco reza para que São José ajude todos, sobretudo os jovens em discernimento, a “realizar os sonhos que Deus tem para cada um”, numa atitude de serviço e dedicação ao outro.

“Pode dizer-se que foi a mão estendida do Pai Celeste para o seu Filho na terra. Assim não pode deixar de ser modelo para todas as vocações, que a isto mesmo são chamadas: ser as mãos operosas do Pai em prol dos seus filhos e filhas”, indica.

A mensagem, divulgada simbolicamente a 19 de março, festa de São José, sublinha que a fidelidade a Deus é, para os cristãos, o “segredo da alegria”.

“É a alegria que vos desejo a vós, irmãos e irmãs que generosamente fizestes de Deus o sonho da vida, para O servir nos irmãos e irmãs que vos estão confiados, através duma fidelidade que em si mesma já é testemunho, numa época marcada por escolhas passageiras e emoções que desaparecem sem gerar a alegria”, assinala Francisco.

“São José, guardião das vocações, vos acompanhe com coração de pai”, conclui.

 

Um mangualdense que nunca esqueceu as suas origens


Faleceu no dia 7 de Abril, com 66 anos, na Figueira da Foz, vítima de um ataque cardíaco fulminante, Jorge Paulo Sacadura Almeida Coelho, ex-ministro Mangualdense.

Nasceu em 17 de julho de 1954, natural de Contenças, Mangualde, casado com Fortunata Cecília Fernandes da Silva Seixas. Pai de Maria João Coelho, casada com Pedro Arrais.

Licenciou-se em Organização e Gestão de Empresas pelo Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) da Universidade Técnica de Lisboa.

Um mangualdense que se destacou, nacionalmente, na política e na gestão empresarial.


O velório de Jorge Coelho realizou-se em Lisboa, na Basílica da Estrela. No dia 10 de abril foi celebrada missa de corpo presente pelas 8h30, onde esteve presente António Costa, Primeiro-ministro, Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República, Ferro Rodrigues, presidente da Assembleia da República e diversas individualidades, políticas, religiosas, militares e civis.


O corpo de Jorge Coelho saiu da Basílica da Estrela em cortejo fúnebre até Mangualde, onde chegou pelas 13h30 ao Largo da Câmara.

Aqui o aguardava o Presidente da Câmara Municipal de Mangualde, Elísio Oliveira, Presidente da Assembleia Municipal, Leonor Pais, Vice-Presidente Rui Costa, Vereadores, Presidentes de Juntas, Bombeiros Voluntários de Mangualde, João Azevedo, deputado (ex-presidente de Mangualde), Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, Secretário de Estado do Desporto, João Paulo Rebelo, da Igualdade, Rosa Monteiro, entre outras individualidades e centenas de populares que lhe prestaram a última homenagem.

Um minuto de silêncio, cravos vermelhos e brancos e uma salva de palmas marcaram a paragem em Mangualde, terra que lhe era muito querida.

Em reconhecimento ao ilustre mangualdense a Câmara Municipal de Mangualde decretou três dias de luto.

Uma faixa da Cooperativa Agropecuária dos Agricultores de Mangualde dizia: “Até sempre com saudade Jorge Coelho”. A Saudade também era sentida pelos colaboradores da Queijaria Vale da Estrela, presentes no Largo e que o acompanharam até Santiago de Cassurrães, onde ficou em jazigo de Família.

Leia a notícia completa na edição em papel.



 
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